No quadro da implementação da Estratégia Harmonizada para avisos de controlo integrado das principais pragas de culturas e Segurança Alimentar, o PDAC concluiu, ao longo do mês de Maio, a 1ª fase da instalação de 7 Estações Meteorológicas, em fazendas-piloto seleccionadas nas províncias de Malanje, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Huambo, Bié e Huíla e na Estação experimental da Chianga do Instituto Investigação Agronómica, no Huambo.
A instalação destas estações meteorológicas, visa fortalecer os mecanismos de monitoramento climático e apoio na tomada de decisão por parte dos produtores e investigadores do sector.
Além da instalação das estações foram, igualmente, criadas as condições técnicas e operacionais para a recolha, armazenamento e processamento de dados meteorológicos em tempo real. A iniciativa visa, sobretudo, identificar os períodos com maior probabilidade de ocorrência de condições climáticas favoráveis, até ao surgimento e proliferação das principais pragas que afectam as culturas em campo.
Esta acção constitui um passo importante na promoção de práticas agrícolas mais resilientes, permitindo o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce e a aplicação de medidas preventivas mais eficazes. O PDAC reafirma o seu compromisso em contribuir para o aumento da produtividade agrícola, a redução das perdas pós-colheita e a melhoria da segurança alimentar nas zonas de intervenção do Projecto.
As estações instaladas fazem parte de um sistema tecnológico integrado, equipado com sensores capazes de medir variáveis como temperatura, humidade relativa do ar, precipitação, velocidade e direcção do vento, radiação solar, entre outros parâmetros essenciais para a previsão do clima e para o maneio agrícola sustentável.
Os dados recolhidos por estas estações serão integrados em plataformas digitais de análise agroclimática, já existentes no MINAGRIF, permitindo o acesso em tempo real por parte dos técnicos agrícolas, investigadores e produtores. Esta integração tecnológica facilitará a emissão de alertas antecipados, auxiliando na melhor tomada de decisão sobre o uso de pesticidas, períodos ideais de irrigação, plantio e colheita, além de contribuir para a redução de perdas por eventos climáticos extremos.
Esta actividade reforça o compromisso do Ministério da Agricultura e Florestas com a inovação tecnológica, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da resiliência dos sistemas produtivos em Angola, contribuindo para a transformação da agricultura e o desenvolvimento rural inclusivo.